O vestido amarelo

março 26, 2012 às 9:42 pm | Publicado em Uncategorized | 3 Comentários
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Um baile de formatura a sua espera há mais de um mês. Não, você não é formanda, mas sua amiga é. Sim, você planeja seu look há anos luz, assim como ela. Você também fala em cabelo, em sandália, em caneca, em maquiagem, em senha. Chega a semana do grande dia, você escolheu um vestido amarelo, um que aguardava ansioso o dia para ser usado, as costas de renda faziam toda diferença. Cabelo planejado, melhor prender, já que valoriza o modelo. Primeira surpresa, a cabeleireira de sempre não está disponível. Buscas, buscas e enfim, solução. Tudo feliz.

Um dia antes manda passar a roupa e deixa pendurada no cabine. Faz cabelo, se maquia, pega o vestido amarelo e? Renda queimada, isso mesmo, um buraco se instalou no meu querido vestido e sem aviso prévio. Estresse, confusão, correria. Acha o outro, de cores primárias – preto e branco – e que combina com a sandália e bolsa pensados antes. Sair de casa muito muito puta – desculpa a palavra, mas foi assim –  e pensar insistente numa solução para aquele buraco infeliz.

Esquecer o assunto, ir à festa, se divertir, ser feliz. Festa linda, amiga linda, pessoas incríveis. E o vestido amarelo? Continua lá com um buraco infeliz. Entenderam? Uma roupa não tira sorriso, só se você deixar. Pode dar sorriso, quando a gente consegue comprar aquela desejado por séculos ou até ameniza tristezas em dias  de tpm, mas não, não tira felicidade.

Tá bom, eu confesso. Ainda vou dar um jeito naquele buraco infeliz, mas que a noite foi feliz mesmo de preto e branco, foi.

😉

Gabi

A segunda e todos os outros dias da semana

março 5, 2012 às 11:31 am | Publicado em Uncategorized | 5 Comentários
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Hoje é segunda-feira e não tem dia mais forçador de amizades. Funciona quase como um lembrete de celular, vem com uma gama de tarefas, emails, agendas e etc. Tem uma mania de começar de novo, uma tentativa sagaz de nos convencer de que vai ser bom, é mais uma semana. Ela sempre consegue o que quer. Os dias vão passando e a gente vai vendo que nem era tão ruim assim essa ideia de mais uma semana.

A chata da segunda-feira é começar dieta, começar a ser saudável, começar a academia. Marcar médicos, reunião. É a vida de todo dia, apesar de muitas coisas ficarem apenas por lá mesmo. A terça espera você com a mesma força contra o brigadeiro, mas já não há. Com o mesmo pique na corrida, mas já não há. A terça coitada, vive de esperar que a gente siga de verdade os planos da segunda, mas…

E aí na quarta você já está meio que desistindo da vida saudável e pensando que isso não é para você. É dia de futebol na Rede Globo. No fim, é dia de avaliar o que tem um simbolo de dever cumprido na agenda. Mas a quarta é bem na dela, não força amizade, não tenta. Você que se encarrega de fazê-la especial ou não. Ela é preguiçosa de afetos.

Quinta. Ousada é ela. Sabe que no outro dia tem trabalho, mas não se deixa levar. Um copo de chopp, um happy hour leve não faz a ninguém. Que tal um cineminha?! Um samba? Ela faz tudo pra nos levar pro mundo, a gente só precisa topar. Ah, e nela mora ansiedade, afinal no outro dia é sexta.

E gente do céu, chega sexta! O dia que você acorda feliz. O dia é leve, corre solto entre risadas, amigos marcando encontros e uma espera ansiosa pela hora de largar. É dia feliz, a não ser que você se renda ao Globo Repórter. Ah essa vida guiada pela programação global. Vai pra rua, gente, é sexta!!!

Ai vem um sábado calminho, às vezes de ressaca, às vezes de preguiça. Mas é o dia zen, o dia de dormir até achar a programação ideal para um fim de semana aguardado. Pode ser um livro, uma revista ou o show badalado, pode ser um bolo de chocolate, uma taça de sorvete, um copo de uísque. Um brinde à liberdade do sábado, não há dia igual.

Sol a pino, domingo vem com praia. Chuva, domingo vem com filme. Ahh o dia de domingo é aquela graça musical que só ele tem. Já notaram? Ele que manda nas músicas. É samba, é romance, é rock, é funk. Pode ser churrasco com a turma, mas também pode ser sozinho, deitado na cama. É almoço em família ou apenas um retiro com você mesmo. Por volta das 20h, começa a ser problema.

Domingo à noite ensaia a segunda-feira. A música do Fantástico assusta não só pelo conteúdo cada vez mais desinteressante, mas sim porque a segunda se aproxima. Mas domingo ainda joga com uma bossa, tem pizza, tem pipoca, tem refrigerante. É não dieta. É folga.

Ai, gente, chega a segunda-feira xingada como nunca antes, mas ela não tá nem aí. Se vocês não notaram, é ela quem manda em tudo.

Sendo assim, vem segunda, com toda sua não graciosidade, me fazer acreditar que você vale a pena. Que sua chatice tem uma razão de ser. Que um dia posso me apaixonar por você. Mas venha sem expectativas, pode ser que na terça eu desista, na quarta eu retome, na quinta eu ache melhor ter um fim, na sexta declaro nosso divorcio, no sábado nem lembro de você e no domingo você vem sorrateira fazendo carinho pra eu voltar e eu, boba que sou, sempre volto. Volto por achar que todo recomeço é sinônimo de oportunidade. Segunda, você é fênix.

😉

Gabi

A liberdade do look e o tal Carnaval

fevereiro 7, 2012 às 4:04 pm | Publicado em Uncategorized | 2 Comentários
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Eu queria hoje era um tal de Carnaval. Não pelo frevo ou pela festa, mas pela liberdade que só ele tem. É nesse tempo de rua, de sorrisos e cores, que a gente usa de fato o que quer. Não sejamos hipócritas, em outras datas pensamos 3 vezes quando é cogitado usar algo diferente, seja a calça amarelo ovo ou o turbante estampado com rosa pink. Mas quando chega a folia do Momo, meu bem, todo mundo é livre, toda roupa é roupa com a desculpa da fantasia. Você coloca pra fora todas as loucuras, sobe e desce ladeiras, pula como se não houvesse amanhã, gruda no confete e na serpentina e suja o cabelo de espuma porque, oras, é Carnaval.

E quando sua maquiagem está vermelha demais, ninguém te julga. A saia curta é balela, a blusa de bicho não é brega, o sutiã aparecendo é fashion. “Vai menina, esquece o mundo, e usa o que tu quiser.” Devia ser o hino da festa, boa mesmo para uma marchinha, que tal? Por isso, hoje, bom mesmo seria ser Carnaval. Aí eu sairia na rua com coque no cabelo, um vestido largo e um chinelo e ninguém acharia estranho, seria fantasia. Ahh, outro sonho de Momo. Quando a gente olhasse para as mulheres de calça justa, decote generoso e nem aí para gordura localizada, a gente achasse bacana assim como quando estamos no I love cafusú ou qualquer festinha brega hype.

Todo mundo ficaria mais feliz se fosse Carnaval todo dia, a gente tiraria as amarras, os conceitos e preconceitos, o certo e errado, o julgamento. Não seria muito mais bonito?! O fim do medo, do receio e do “deixa pra lá, vou usar bege”. Aliás, tem coisa mais sem graça que usar sempre bege? Quantas pessoas nude não devem pensar em variar a cor e desistem porque não é Carnaval? Cadê a ousadia? E ainda confesso, a minha ousadia às vezes vai pro ralo até eu dar um chega pra lá na opinião alheia e me jogar na bagunça do meu cabelo e nas minhas combinações um tanto diferentes.

Então, melhor dizendo, eu queria mesmo era Carnaval sempre. Muitos confetes e serpentinas pra grudar na pele de vocês.

😉

Gabi

Conversa de banheiro: 2012, loading

janeiro 17, 2012 às 3:33 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Eu já deveria ter escrito sobre o novo ano, resoluções e etc. Eu já deveria ter feito minha lista de metas para 2012. Mas também não tive um réveillon cheio de planos nem achando isso mil maravilhas, mesmo com Susan Miller (nossa querida astróloga) dizendo que esse seria um dos melhores anos da minha vida. Aí vem essa fase de pré-Carnaval, essa sensação de loading, como se eu estivesse processando as informações, digerindo as novidades para então, com muita calma, resolver os próximos passos.

Isso é meus queridos uma explicação sobre a falta daqueles textinhos hora divertidos, hora sentimentais; meus preferidos, confesso. Estou em estado de inércia por aqui e só não em outros lugares porque as coisas acontecem numa rapidez que se torna impossível deixar passar, nem posso, é claro. Mas, aviso aos navegantes, já sinto o corpo estremecer quando falamos em Carnaval e já começo a dançar os primeiros acordes de um ano feliz; sim, eu creio em Susan.

Estou há 15 dias pensando no que escrever para vocês e a única coisa que eu consigo pensar é: 2012, ande. Aí junto com isso – sou uma mulher musical, notaram? – vem a música dos Beatles e pronto, fico assim, implorando pra esse danado desse ano se juntar a mim e ser tão lindo quanto 2011. Já já eu acocho ele na parede, não se preocupem.

Over me!

😉

Gabi

Conversa de banheiro: que cortem o peru!

dezembro 19, 2011 às 5:07 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Eu ia escrever um texto engraçado sobre as coisas malucas que acontecem no dia de Natal, tais como sua tia perguntar do ex, a prima achar você “fortinha”, alguém acha sua profissão ridícula e por ai vai. Família, cada um tem a sua e sabe muito bem como é. Quando eu estava na metade do post, lembrei disso e pensei melhor, afinal essas coisas nos fazem rir no final da festa. Depois tentei pensar numa mensagem bacana nos lembrando do espírito natalino, mas o meu foi meio gasto na distribuição de presentes e nas filas das lojas, só voltará com força no sábado.

Podia ser sobre as trilhas sonoras serem sempre as mesmas, sobre Simone e Jingle Bells. Ou sobre presentes e Papai Noel. Mas eu escolhi falar do peru. Aquele bicho que sempre está nas ceias dos filmes americanos e não se sabe ao certo porque veio parar nas nossas. Eu nunca incluo peru na minha mesa porque me disseram um dito inteligente: traz azar, a ave cisca para trás, oras. haha Desde então, o bacalhau tem exercido o papel muito bem.

Mas peru tem aquela farofa, aquele molho muitas vezes agridoce, aquela enormidade bacana para famílias grandes. As crianças curtem ele, tanto quanto Noel. Nessa onda americana, ninguém come galinha cabidela (às favas o molho pardo, por sinal fava também é bom), nem escondidinho de charque, nem aquela carne com molho madeira, até o pobre galeto saiu do cardápio. Imagina a tarde do sábado com milhares de fornos ligados para assar os bichos, mulheres de touca na cabeça e avental correndo e com medo de suar. Uma gritaria sem fim com crianças passando, árvores balançando e mesas sendo montadas.

A casa se torna qualquer coisa menos aconchego, até porque o forno ligado nos parece um pré-julgamento divino. E o telefone não para, ainda tem aquele sem noção que esquece de levar o prato ou diz que não sabe fazer. A pobre coitada da touca vai atrás de leite condensado para inventar um doce.

Acho que é por isso que o peru veio para nossas mesas, sem ele não teria forno ligado às 15h, nem medo de queimar, nem de ficar cru, nem ansiedade, nem suor. À noite, não haveria a satisfação do deu certo. Ninguém gritaria: “cortem o peru” com alguma piadinha no final. A festa é divina, mas é tão perto do Carnaval, não custa fazer uma graça, afinal a ceia é brasileira.

Acabo de lembrar que minha tarefa é as rabanadas e nem pensei em guardar o pão, coisas de dezembro.

😉

Gabi

Conversa de banheiro: o zero e os outros números

dezembro 12, 2011 às 10:24 pm | Publicado em Uncategorized | 5 Comentários
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Restaurante, você e quem você quiser imaginar, não vou me meter nas companhias alheias. Garçom com cardápio. Pedidos anotados. Começa o dialogo.

– O que vai beber?

– Refrigerante.

– Zero?

– Não, normal.

– Tem zero.

– Eu sei, mas quero normal mesmo.

(olhar estranho do garçom… você como culpada ou culpado)

Zero. Até outro dia, ninguém gostava muito dessa palavra. Significava nada, tinha até piada: você é um zero a esquerda. Mas, assim como o cupcake roubou a cena do bolo de bacia, o zero ficou famoso. E se você não é amiga do zero, meu bem, se prepare para as caras estranhas quando você preferir o normal. Ah, também pode começar a pensar nas respostas quando, no trabalho, alguém perguntar por que você come biscoito sem ser ZERO gordura trans.

Se chegarem na sua cozinha e você abrir o açucareiro, lascou. Para que açucareiro se agora é tudo adoçante, ZERO açúcar? Temos congelados light, manteiga light, atum light, chocolate diet e o Mc Donald’s está vendendo SALADA. É ou não amor ao zero?! É tanto amor que até o amor, sim, aquele sentimento nobre, também está light. Aquela coisa sem graça, sem gosto, sem afetação e sem sujar a roupa, tal qual o molho de tomate do prato com gordura trans. E quando falo em amor é no geral, nem precisa ser romântico.

Perdemos os números grandes, não temos mais tempo para eles. Aliás, o tempo também virou zero. Zero horas para família, zero horas para você mesmo, zero horas para ler um livro legal, zero horas para dormir. Zero amigos da vida real, trocentos no Facebook. Zero sorrisos reais, mil posts de “estou feliz”. Zero paciência, zero respeito, zero verdades.

As pessoas só gostam de números quando a esteira/bicicleta diz: 500 calorias gastas, ai quanto mais zero, melhor. Quanto mais zero no preço de uma bolsa, quanto mais zero no valor do carro, muito melhor. Outro dia, Danuza Leão falou à revista Claudia “bons tempos aqueles que a gente comia sem culpa”, ela tem ZERO inveja de nós, da nossa geração. Feliz ela.

O zero é um bom amigo dos precisados dele, aqueles com diabetes, pressão alta e etc. Nós, com apenas 2 ou 3 kilos a mais, podemos curtir um relacionamento aberto com o zero, mas não precisa fazer dele o amor da nossa vida.

Zero, bem vindo a minha culpa, nela você tem espaço.

😉

Gabi

Conversa de banheiro: quantos centímetros têm a elegância?

novembro 17, 2011 às 10:43 am | Publicado em Uncategorized | 2 Comentários
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Começamos com o de 5 centímetros. Ninguém quer se machucar bravamente na primeira tentativa. Passamos para o de 8cm, já deu pra treinar bastante. O auge do sucesso é quando chegamos no de 10cm. Nos jogamos e nos sentimos mais mulheres. Vocês sabem do que estou falando, né? Salto alto, oras, o que mais seria?! haha Eu sonhava com eles quando eu era criança, era tão adulto. Calçava os da minha mãe e saia batendo o piso da casa com aquele barulho de “toc-toc-toc” me denunciando. Um belo dia, feliz como nunca, ganhei meu próprio par e dali em diante foi crescendo uma coisa, a dor.

Ninguém me avisou que junto com o tal salto alto vinha o danado do calo, um solado dolorido, a perna doendo. Arrisquei um de 10cm e agulha na minha festa de 18 anos. Depois do parabéns estavam em cima da cadeira e eu dançando louca (claro, até de manhã). Eu juro, tentei aguentar todas as vezes e em todas as festas. Quase sempre tirei, mesmo calçando de novo depois. Por incrível que pareça consegui mantê-los nos meus pés mais tempo com o passar dos anos. Hoje por exemplo passei 10h perambulando em cima de um e não tirei. Na verdade, quase chorei por uma havaiana enquanto andava no sol das 15h e meus dedos choraram também, tenho certeza. Não houve clemência.

Mas, devo confessar, não desisto deles. É muito glamour para um calçado. Marilyn Monroe tinha razão, “não sei quem inventou o salto alto, mas todas as mulheres devem muito a esta pessoa”. Você se sente imponente. Imagina a mulher entrando na sala do trabalho, “toc-toc-toc”, rostos se viram. Você apenas olha pra frente com a segurança do mundo nos pés e vai levando a dor como quem conduz uma valsa.

Minha valsa é leva-los nos pés o quanto der, num dia de trabalho me fazendo grande (no melhor sentido da palavra), num de festa me fazendo poderosa. E no fim, levando-os nas mãos me fazendo uma mulher com sorriso nos lábios, passos dançantes e um calo dolorido. A mulher que sabe quando mais vale se divertir do que de estar mais alta, sabe quantos centímetros têm a elegância.

😉

Gabi Albuquerque

 

Conversa de banheiro: o mundo está do avesso

novembro 7, 2011 às 10:36 am | Publicado em Uncategorized | 6 Comentários
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Muito se vê e se fala a respeito, nem chegou 2012 e já dizem:o mundo está do avesso, no quesito homens e mulheres. Já li sobre isso no Papo de Homem, no Fale com Ele e em todos os blogs possíveis, até no de Xico Sá. Se vocês não conhecem nenhuma dessas páginas, tratem de conhecer, aproveitem e se joguem na revista Alfa, ela também espera ser desbravada. Bom, voltando ao fim dos tempos, parece que basicamente os homens estão agindo como mulheres e vice versa. Verdade? É, não tem mais nem discussão, temos mulheres mais seguras, mais mandonas, dando bolo, não ligando, não agindo com mimimi e mais – acho que é a maior revolução – fazendo sexo sem amor.

Também tem homem implorando, não lhe tarando, ligando no dia seguinte, pedindo atenção e – pasmem! – querendo sexo com amor. haha Mudou muita coisa, né? É a revolução dos cuecas, ficaram com medinho da gente, foi? Vocês são muito bobinhos mesmo se amarelaram. Analisem, caros colegas machos (ainda pode chamar assim, né?), passamos toda existência na base da idealização e sonhando com o cara perfeito. Como este ser não existe, amamos um imperfeito, aí um dia acaba, como tudo na vida, e haja lágrimas. Não existe nada da Disney na vida real e para completar educaram a gente dizendo que é feio ter muitos pares sexuais numa vida feminina, devem ter dito isso a vocês também porque até outro dia, mulheres desse perfil eram putas. Confere? Então, enquanto vocês fazem a festa, a gente vê comédia romântica. Bizarro, não?

Pois bem, ERA assim. O mecanismo de defesa ao fim dos contos de fada foi uma descrença desenfreada. Colunistas da vida masculina, entendam! Ele pede o telefone, ela logo pensa: safado, não vai ligar. Ele liga, ela pensa “só quer cama”. Vai pra cama e ela pensa “pronto, vai sumir”. Não cremos mais no interesse e NÃO nos interessamos mais por qualquer coisa. Veja que complicação! Pra completar, os homens mudaram também. Não jogam na parede, ficam na dúvida, têm medo e ainda têm umas TPM às vezes que misericórdia. Resultado: mulher não acredita, homem não investe. Não sei se isso é o avesso, o lado certo ou se tem nome. Sei do caos instalado.

Longe de mim reclamar, afinal não há nada ruim que não possa ficar pior, viu? Mas, meu amigo, mulher que é mulher, pode ser CEO de empresa, pode ser A independente, o que for, mas gosta da pegada, do “vem cá minha nega”, da mensagem fofa e até da ligação. A gente só faz a vibe “tô nem aí”, mas no fundo ainda somos mulheres, entende? Agora, vocês com essa preguiça não ajudam, oras. Cadê o cabra macho da alma masculina?! Estavam acostumados com a facilidade, né? Qualquer buquê de flores ganhava as meninas, vocês deixavam um monte de moças a chorar porque sumiam, faziam gato e sapato do coração de todas. Se o mundo mudou, meus caros, se ajeitem e resolvam logo essa palhaçada.

Agora não obedeça não, seu …

😉

Gabi Albuquerque

Conversa de banheiro: keep calm and love

outubro 10, 2011 às 5:13 pm | Publicado em Uncategorized | 2 Comentários
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Quando já estava no auge do estresse, na vontade de gritar e não saber por onde começar numa agenda cheia de post-it, abri a pasta de imagens e vi essa coisa linda.

Então, numa segunda agitada, fiquei sem argumentos de reclamar de nada porque meu domingo foi cheio de amor do filho lindo da minha amiga Raphaella. Paulinho teve um dia cheio de tias babonas e a gente, com certeza, começou a semana com o coração cheio.

Por isso, hoje, não tem conversa, aproveitando que o Dia das Crianças se aproxima, basta ver e encher seu coração também. Keep calm and love.

😉

Gabi Albuquerque

Conversa de banheiro: bolo macho x bolo fêmea

outubro 5, 2011 às 4:01 pm | Publicado em Uncategorized | 3 Comentários
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Essas conversas só surgem em lugares improváveis mesmo, tipo banheiro ou no trânsito dentro do ônibus. Primeiro, o que seria um bolo fêmea? Febre das febres das moçoilas do mundo fashion, o cupcake roubou a cena tal e qual Gossip Girl substituiu The O.C. Isso mesmo, o bolinho cheio de cobertura, gordura trans e calorias, ficou famoso mesmo nos tempos de Sex and the city, ainda nos Estados Unidos. A loja Magnolia Bakery, onde Carrie ia se lambuzar, até hoje tem filas para gulosos loucos para provar o astro. Mas, aqui no Brasil, ele se tornou famoso há uns 2 anos, quando todo mundo quis comer e compra e, claro, mostrar umas as outras o modelo mais bonito da pasta americana. Bolo mais fêmeo que esse não tem.

Além de fêmea, é do tipo cocota

No meio desse fuzuê em torno da massa dentro de um papel manteiga, nos lembramos do bolinho de bacia (assim chamado em Pernambuco, com variações como bolo de saia). É basicamente a mesma coisa do cupcake só que macho, sem cobertura e sem fofura. Mas o cupcake fez fama, num estilo meio drag queen de ser, e o bolo de bacia foi esquecido, agora ninguém pede café com ele, pede com o bolo fêmea. Afinal, cupcake é tendência.

Brasileiro adora uns nomes americanizados, portanto acho difícil esquecerem o cupcake, pelo menos até surgir algo novo, como sei lá, ao invés de bem casado, happily married. Há quem ache que isso seria mais um exemplo das mulheres dominando o mercado de trabalho?! haha Até o bolo virou mulher. Quero só ver onde isso vai parar, se tudo de consumo for virando feminino, será um Deus nos acuda, né? Vou ser machista agora, quero meu bolinho de bacia de volta. Aliás continuo comendo ele, minha mãe sempre traz da padaria e normalmente isso me deixa bem feliz, exceto pela dieta indo embora. Ninguém vive só de estrógeno.

Também como cupcakes fofos, com coberturas elaboradas e tudo – isso inclusive mas faz ter pena de devorá-los. Mas enjoa, né? Já pensou um mundo só de mulher?! Não ia sobrar uma pra contar história. Todo mundo precisa de um testosterona vez em quando que o diga o bairro da Lapa. Começo a temer uma revolução de comportamento, alguns homens já estão mais vaidosos, cuidam dos filhos, cozinham e ajudam em casa. Acho isso fantástico, óbvio, mas imagina se eles passam a tomar café com cupcake?

Deixo aqui meu protesto pelo aumento de produção do bolo de bacia, o macho da história do bolo. Pense num bolinho bom, sem frescura, vendido da padaria ao boteco e até pelo ambulante. Porque mimimi cansa, viu? Se liguem! haha

😉

Gabi Albuquerque

Conversa de banheiro: uma viagem para fora e para dentro

julho 11, 2011 às 4:34 pm | Publicado em Uncategorized | 6 Comentários
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Hoje, não vou escrever um daqueles textinhos legais (?) sobre as mulheres e sobre nossa vida atrapalhada. Hoje é meio depoimento, meio carta aberta, muito primeira pessoa, muito partilhar. O blog aproxima tanto a gente dos leitores, vocês são mais que o número de cliques, é em vocês que penso a cada pauta, a cada post. E muitas vezes até minha família e amigos se envolvem na corrida para isso aqui ser cada vez melhor. Ou seja, fazem parte da minha vida. Por isso, a conversa de hoje é comigo, como se fosse no meu banheiro.

Neste momento estou ouvindo The Beatles, não poderia haver trilha melhor, e conto a vocês, queridos leitores, que o blog e eu estamos nos mudando por um tempo para Londres. LONDRES!!!! Isso mesmo, estou partindo nesta quinta e só volto no fim de agosto. Portanto, se houver atrasos nos posts, me compreendam, estarei vivendo. E, claro, contarei todas as novidades direto de uma das capitais mais incríveis do planeta, cheia de street style, cultura e gente de toda parte. Conteúdo não faltará.

Não tenho muitas palavras para descrever a sensação, e se me falta isso, queridos, é porque é realmente difícil. Afinal, escrever e falar é comigo mesmo. haha Para começar e resumir, é um sonho. Antigo até! Um plano muito bem trabalhado, há alguns anos, inclusive. Eu, moça sempre independente e cheia de vontade de rua, fui covarde algumas vezes e não fiz esta viagem antes. Tinha o estágio, tinha o trabalho, tinha o momento, tinha a saudade. Enfim, como boa taurina que sou, demoro mas chego lá. Sabe como é? Preciso sentir a hora, sentir a segurança no coração mesmo. E senti! E como estou sentindo!

Sozinha. Sem minha família, sem meus amigos, sem meu apoio emocional constante, resumidamente. Vou fazer a mala rumo ao exterior, mas na verdade numa dessas a gente acaba viajando muito pra dentro de nós mesmo também. Então, vou viajar para conhecer ainda mais do velho mundo e conhecer ainda mais da velha Gabi e voltar novinha em folha. E, claro, aproveitar e estudar, né?

Daqui para quinta, conto mais novidades! Ah, por isso o post de sexta foi com aquela música de acelerar coração. The Killers me causa isso, mas The Beatles é…

Let it be.

😉

Gabi Albuquerque

Conversa de banheiro: a poesia da demora

julho 4, 2011 às 10:21 pm | Publicado em Uncategorized | 2 Comentários
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Esse texto é muito mais para os homens que para as mulheres. Porque eles precisam entender a poesia da nossa demora, a espera por nossa troca de roupa, os minutos sentado no sofá conversando com a mãe/o pai enquanto a criatura feminina experimenta um vestido. Toda mulher devia colocar uma câmera para gravar os momentos de arrumação, aí eles iriam, finalmente, querer esperar. Se bem que homem adora um mistério, né? Vou contar só um pouquinho, viu leitoras? Prometo não estragar a graça.

Pega o som, escolhe uma trilha. Se vai para uma festa, prefere aquela animada para começar o ritmo. Mas, a gente se dedica mesmo quando vai sair com o cara, O CARA, não qualquer um. Aí a trilha pode ser um estímulo as caras e bocas, uma variação entre as francesas, John Mayer, Michael Bublé e Jack Johnson,afinal tem que ter a batida certa, entende? Algumas escolhem uma long neck, outras uma taça de vinho e algumas místicas acendem uma vela ou incenso criando um clima propício para a escolha da roupa certa. Abriu a porta do armário, amiga? Não acha nada, né? Boa parte da demora começa aí. Queremos estar perfeitas, então apostar no velho preto básico ou ousar naquele decote novo? Vai assustar o moço ou vai mostrar que sou segura? haha Mais perguntas que respostas.

Finalmente escolhemos alguma coisa, varia muito do humor do dia. Momento banho, aí sim é emocionante. O sabonete certo, o óleo certo. Enquanto a água desce a gente imagina os diálogos, os sorrisos, a parte que vamos descobrir algum gosto em comum. “Eita, tu gosta daquele cantor? Mentira, né? Nossa, eu amo!” haha Sair do banheiro, secar o cabelo, fazer a maquiagem. Nada pesado, tem que parecer natural. Nessa hora, a gente dança junto com a música exalando toda nossa sensualidade e charme na frente do espelho.

Entrar na roupa, avaliar o brinco, a pulseira, a bolsa, o sapato. Perfume. Doce e suave ou aquele mais forte e sexy? Oh, céus, mais perguntas! Perfumada, vestida, pronta. Mais uma dançada. Desliga o som, joga fora a garrafa da cerveja, toma o último gole do vinho, apaga a vela. Se olha no espelho para ter certeza do visual completo. Fecha o olho e pede pra dar tudo certo. Pega a chave e sai. Já deve ter passado pelo menos 30min da hora marcada.

Você, mocinho, está no sofá ou no carro esperando. A gente chega, ri, pede desculpa pelo atraso. Você diz que tudo bem e se for o mínimo do educado, elogia nossa beleza. Mas agora você entende porque a demora, né? Tem toda uma poesia por trás, todo preparo. É meio Vinicius, meio bossa, sabe? A coisa mais linda, mais cheia de graça, que vem e que passa e que toma banho pensando no encontro com você.

😉

Gabi Albuquerque

Conversa de banheiro: o homem dos seus sonhos

junho 27, 2011 às 5:53 pm | Publicado em Uncategorized | 2 Comentários
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Ele é alto, corpo bacana, malha, se alimenta direito, carinhoso, curte a família, ama viajar, lê bons livros, tem bagagem cultural, dedicado ao trabalho – mas não chega a ser workaholic -, socializa com os amigos, gosta de sair para dançar, não vira pro lado e dorme, se preocupa com você, cozinha, ajuda nas tarefas domésticas, se veste bem, não olha para as outras moças, é fiel, é amigo, bom de cama. Ele existe mesmo?! Ou está nos seus sonhos? Na sua lista de expectativas logo abaixo do plano de ter o corpo de alguma gostosona tipo Beyoncé? Ele não precisa fazer tudo que a gente quer, basta saber nos persuadir. Não pensamos nisso 24h do dia ou até não fazemos o gênero “lista de expectativas”, mas, no meio da nossa correria diária, no subconsciente está escrito todas as características acima, né?

Lindo, mas tem defeito. Vamos perguntar a Angelina? Aposto que dá umas sumidas. haha

E você? Deve ser muito boa, suponho, para um cara assim também lhe querer. haha Às vezes a gente quer tanto que o outro seja incrível que nem lembramos de nos tornar incríveis. Na verdade, inúmeras vezes esperamos uma intensidade tão enorme que não aproveitamos os segundos de simples alegrias. Essa danada dessa expectativa é um perigo. Basta o cara  usar camisa de botão no meio da balada para você dizer: “sem noção demais, nem vou perder tempo falando”. Confessa, é assim mesmo. O cara abotoado pode ser fã do mesmo filme que você e pode dançar a mesma música que você ama. Mas, né? Ele não está dentro da listinha – mesmo inconsciente – de qualidades.

Não sei quando começamos essa história de homem perfeito. Podemos culpar os contos de fadas infantis cheios de príncipes incríveis, podemos culpar também os filmes de romance/comédia romântica com casais maravilhosos e felizes, também pode ser porque as mulheres cresceram profissionalmente, buscaram tanta coisa, por que não o homem dos sonhos?

Lembra do filme “O amor é cego”? O cara é baixinho, gordinho e tem um defeito aí que nem lembro qual é e não vem ao caso, e não sai com uma menina linda porque ela tem o dedo torto. O que quero dizer é exatamente isso: na busca filha da mãe pela perfeição alheia, esquecemos da imperfeição nossa. Vamos baixar a bola? O que vai ter de mulher revoltada comigo agora não é pouco, mas não dou meias palavras, vamo lá.

A gente é chata, tem tpm, implica, liga mil vezes, quer o cara o tempo todo junto,  romance todo dia, flores nas datas especiais, uma sogra legal. Pensa aí gata! Dormir de conchinha é a posição mais incomoda do mundo, mas se todo mundo diz que é romântica, você também quer. Eu sei que tem homem raparigueiro, picareta, preguiçoso e vagabundo. Também não precisa se agarrar com qualquer coisa. Mas, fala sério. Não é porque ele não corre no parque todo dia ou porque não te leva para o restaurante cinco estrelas ou porque detesta filme de Woody Allen ou porque não sabe combinar o sapato com a meia que vamos joga-lo na lixeira, poxa.

Está na hora de não só abrir o coração, como falei outro dia, mas abrir a mente, abrir as portas para o novo de verdade. E se você quer tanto esse tal homem dos sonhos, então, pelo menos vá em busca de ser pelo menos uma mulher dos sonhos dele. Se ser gostosa é difícil, garanto que ser culta é fácil, basta abrir um livro.

Pronto, falei. E nem se abusem, viu? Pare uns cinco minutos ai pra pensar nisso e você vai perceber.

😉

Gabi Albuquerque

Conversa de banheiro: fui ser sozinha e já volto

junho 20, 2011 às 6:19 am | Publicado em Uncategorized | 7 Comentários
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Vocês imaginam que alguns domingos já acordo pensando no que vou escrever aqui para a segunda, né? Na maioria já tenho algo em mente, mas acontece da minha vida estar tão normal ou minha mente estar pouco criativa, aí fico doida. Hoje (domingo) acordei sem nada no juízo, estou em João Pessoa e só penso no mar e em dormir. Mas, como boa nerd, passei numa livraria e um livro fez “plim-plim” na cabeça. O título dizia: como ser solteira? A capa tinha uma moça com uma mala de viagem. Pareceu simpático, mas não faço gênero leitora de livros de auto ajuda, principalmente ensinando a ser solteira.

A história de uma mulher que cansa da sua vida de solteira em Paris e resolve sair viajando “para descobrir se alguém tem uma maneira melhor de lidar com a solteirice”, diz o site da livraria Travessa. Isso mesmo, a moça passa por Sidney, Bali, Pequim e Rio de Janeiro. Quem não queria uma vida dessas né? haha Mas não estou aqui para discutir o romance de Liz Tuccillo. Mulher, solteira, jovem, trabalhadora, cheia de metas, sonhos, planos. Esta sou eu e mais trocentas outras queridas do sexo feminino. E essas são as chamadas das capas de revista feminina: “como achar o gato dos seus sonhos”, “quais baladas são as melhores para você achar o gato dos seus sonhos”, “look para conquistar, os homens vão se render”, “50 maneiras de seduzir”, e por ai vai.

Alguma vez isso já ajudou alguém? E como assim precisamos de ajuda? Será que as pessoas não sabem viver o momento que a vida proporciona? Ou as mulheres passaram tanto tempo em busca do par que hoje não se sabe fazer outra coisa? Tá, eu sei, é sempre bom um abraço quando você volta para casa, um beijo animado num domingo chuvoso, dormir juntinho (nem precisa ser conchinha). Não precisamos bancar as frias e independentes a ponto de negar o quão delicioso é ter uma mão para segurar. Mas, como disse outro dia, o amor pode acabar ou perdem o sentido juntos, ele acaba sendo um filho da mãe, você acaba achando outro fulano mais interessante. Enfim, os ciclos da vida.

Liz Gilbert (Julia Roberts), a inspiradora de “algumas muitas” mulheres

Daí, você se vê sozinha e compra essas leituras todas para deixar de estar só. Faz favor, né? E você mesma não conta? Os amigos, espero que você os tenha preservado, não são suficientes? E a carreira? Até uma viagem, como a mocinha lá do livro, pode surgir. Não vou bancar a mulher segura, daquelas de filme – chega em casa, come comida congelada, trabalha mais e diz não precisar de ninguém -, afinal sou humana. Tem dias difíceis, aqueles deprês, tpm, passa um filme romântico e você pensa como seria bom ter seu par. Nessas horas, amiga, lembre-se: também tem dia complicado quando se está junto, viu?! Recupere aí da sua memória as DRs, as ligações na hora errada, os estresses, os embates, blá, blá, blá. Amor supera muita coisa, sabemos, mas precisa de paciência e às vezes essa palavrinha deve ser renovada.

Então, gata, para quê ficar aí lendo essas coisas em busca de novo amor? Pode ler, claro, eu inclusive sou fã de revista, continuo comprando feliz da vida. Mas não se prenda a isso. Amor vem assim sem mais, precisa de estresse não. Aliás, amor sempre está lá, enquanto não tem com quem dividir, usa com você mesmo. Namora com você, descubra coisas novas, faz um passeio sozinha, viaja sozinha. Não ousa tanto? Pelo menos um café ou um sorvete perto de casa. Tá bom de falar, se não vou ser igual a revistas e livros, né? Cheia de conselhos.

Por via das dúvidas, sai bonita todo dia, tá? haha  Nunca se sabe, oras! A não ser que você esteja fechada para balanço, mas eu não faria isso por muito tempo.

Fui ali jantar sozinha e já volto…

😉

Gabi Albuquerque

Conversa de banheiro: pirigueta eu, pirigueta tu

junho 14, 2011 às 7:19 am | Publicado em Uncategorized | 2 Comentários
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Começou com a compra de um short jeans escuro, a desculpa foi o Carnaval se chegando. Depois foi um outro short ajustado, seria melhor ser de cintura alta. A costureira avisou da consequência, mas nem liguei. Logo menos, uma saia preta me olhou muito com seu tecido “couro” e me rendi, comprei com a desculpa de estar em alta esse sintético, afinal está chegando o inverno. Mais um short jeans mais clarinho e lindo. No último, não tive culpa, foi presente de aniversário. Uma saia branca, meio pétala, também linda. O que tudo isso tem em comum? Todos têm comprimento acima do joelho, aliás, muito acima. Quando notei essa novidade no meu armário, me perguntei desde quando achei minha saia preta lápis na altura do joelho muito cumprida. Será que foi culpa do funk do “lance é lance”? E como assim desencanei das minhas pernas por aí?

Engano meu, não começou com aquele short. Desde o ano passado venho, aos poucos, me rendendo aos tais comprimentos menores. Logo eu que vivo falando por aí “genteee, piriguetismo está em alta, né?”, haha, quando vejo as meninas desfilando seus vestidos mini e apertados. Não cheguei nesse nível, é claro, até porque não tenho corpão pra isso e mesmo que tivesse, ainda tenho meus pudores. Imagino, agora, Herve Leger se revirando vendo sua criação dos anos 80, o bandage, voltando com toda força em 2009, sob o comando de Max Azria, e ganhando as ruas do Brasil logo em seguida. Agora sim chegamos ao ponto de partida, tudo começou naquele ano.

Blake Lively sensualizando no modelito bandage

Agora você deve estar pensando “Gabi endoidou. Eu não pirigueto, sou mina de família”. Não, gata, até as minas de família entraram na onda. No corredor do shopping zona sul do Recife perdi a conta de quantas mulheres passaram usando roupas de comprimento quase zero. E eu com vergonha do meu short! Ah, vale ressaltar, a maioria acompanhada, hein?! E os homens não estão mais se fazendo de rogados, passeiam livremente com cara de “tenho uma gostosa, e você?”. Só me vem na cabeça o “creuuuuu, creuuuu”. haha Olha o mini de Mariana Rios combinado com salto alto. Acho que o salto contribui 90% nos looks piriguetes, quanto mais alto, mais sensualiza.

No banheiro da balada é só o que se vê, todas desfilando seu lado piri piri. E na pista? Todo mundo bota a mão na joelho e aí, minha amiga, a mina de família se rende ao ritmo e desce até o chão. Alguém com vergonha? Nada! Alguém preocupada se o bofe vai achar oferecida? Ninguém! Gordurinha fora do lugar? Hã? Que nada, menina. Lembro quando entrevistei Michelle Melo, há uns 8 meses. A musa do brega no nordeste me disse o seguinte: “Acho que a mulher tem que se amar e nem ligar para pneuzinho na barriga. Acho ótimo, não só eu, como todas as meninas, usar saia curta, vestido justo, blusa decotada. “. Michele, sua danada, agora todas abusam da sensualidade.

Michelle Melo canta sensualizado / foto ruim, mas o Google imagens estava fraco

Temos que confessar, então. Prontas? O tal do bandage dá uma elevada na auto estima, né não? E aquela saia mais curta? O decote? O dress code periguetismo é babado e gritaria no espelho. A alma devassa, aquela que não pegou em Sandy, invade seu corpinho e daí pra frente é só se amar. E se você ainda não se rendeu ao novo verbo “piriguetar”, nem se preocupe, logo logo ele bate na sua porta. E se o bofe reclamar, diz que é melhor essa tendência que a calça boyfriend. haha

E ai? Vamo pro baile de de sainha? Para ninguém exagerar por aí, umas fotos de inspired. E, muito importante, cuidado com o corpo, hein? Sensualidade tem limite. Não adianta colocar um tubinho mega justo se você está acima do peso. Dica para estes casos: se joga no decote, tipo Preta Gil, ou se colocar short ou saia curtos, compõe com a blusa mais folgada, mesmo que caida no ombro. Ok? Tem um post aqui só para gordinhas poderosas. 😉

Sabrina Sato, A musa.

Lembra quando Mariana Ximenes fez a menina má da novela? Ela super piriguetou!

Queen Latifah passeando aqui mais uma vez, toda poderosa.

Gatas, é só arrasar! Aquele shortinho que você está com medo de usar pode ser uma boa no próximo fim de semana. Com cuidado, por favor! Sensualizar é perigoso, tem hora e lugar. Guarda o piriguetismo em alta para os dias de diversão.

😉

Gabi Albuquerque

Conversa de banheiro: infinito enquanto dura

junho 6, 2011 às 7:44 pm | Publicado em Uncategorized | 11 Comentários
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Namorado, marido, caso, amante, ficante, namorido, benzinho, amor, dengo, querido, querida e por ai vai. Um belo dia ou não tão belo assim, esse par chegou na sua vida e vocês se encantaram. Pode ter sido na fila da padaria, no ponto de ônibus, na casa de uma amiga em comum, na escola, na faculdade, na balada, no barzinho. Pode ter sido um dia difícil, você pode ter achado ele/ela uma pessoa muito da chata, vocês podem ter discutido uma noite inteira sobre a política da direita e esquerda, quando de repente descobrem amar o mesmo livro ou mesmo disco e tudo se encaixa. Você pode ter derramado o café em cima da perna do par sem querer, mas tudo bem, ambos riram da situação e você acha lindo alguém que ri dos acidentes. Assim nascem os romances com histórias lindas tipo filme.

Ou pode ter sido uma história simples, sem esse clima hollywoodiano de romance. Vocês simplesmente trabalhavam juntos, eram vizinhos, sentavam lado a lado na sala de aula até que um dia alguém chama o outro para sair e nasce o amor. Mesmo assim tem a coisa do destino por trás, né? Afinal, se nenhum olhasse pro lado, não se descobririam. Seriam apenas colegas. Mas não, algo despertou o sentimento. Tem momento mais bonito do que quando trocam os olhares? Lembrem-se, estamos falando de amor mesmo, pode ser o homem/mulher da sua vida ou não, mas vai lhe marcar tal como. Não é aquela simples balançada de coração.

Depois da cena toda da troca de olhares, vocês marcam um encontro. Daí, uma música vai tocar em algum momento, normalmente a letra vai dizer tudo que você quer dizer. Essa vai ser a primeira música do casal. Em algumas semanas, um restaurante será o xodó, uma comida vai marcar, aquele look elogiado será repetido várias vezes, apelidos vão surgir, famílias serão apresentadas, vocês ganharão parentes do coração, amigos por tabela. Nessa época, vocês vão achar graça em qualquer piada, alguns amigos dirão que você está muito “poliana” – leia-se otimista em excesso -, você estará se sentindo a pessoa mais feliz do planeta.

A cara que todo mundo fica: dois bobões

Os domingos deixam de ser solitários, as sextas deixam de ser balada, a semana passa a ser uma incrível sucessão de ligações. Mensagens de texto cheias de poema e declarações. Ahhhh, o amor! Descobertas sobre o outro, planos, sonhos, metas. Quando menos se espera, seus amigos são os dele/dela, sua mãe chama para o almoço, a sogra liga para o seu celular, sua roupa fica na casa do par, você precisa comprar uma nova escova de dentes, já não é preciso sentar corretamente no sofá alheio, a porta do guarda roupa não é mistério, o jeito de colocar o som do carro é balela, o que o outro vai pedir no jantar soa tão natural quanto seu pedido. Chegou a rotina, chegou a parte confortável, sem medo das entregas.

Meu caro, a partir daí, cuidado. Cuidar do seu amor é essencial e cuidar para não esquecer esse cuidado é ainda mais. Não deixa de comprar calcinha nova, não deixa de trazer a flor preferida dela, não deixa de inventar uma surpresa, não deixa de viajar, não deixa de mandar a mensagem do poema, não deixem de escolher músicas novas para vocês. Não deixa de aprender um novo prato para cozinhar, não deixa de pensar no seu amor quando ver algo legal numa vitrine do shopping, não deixe de beijar – isso é caso de vida, BEIJE-, nem deixem a cama esfriar – em alguns casos nem ferro de passar junto com aquecedor resolvem, entendem?-. Os planos mudam, os sonhos mudam, os pratos preferidos mudam, o restaurante xodó pode fechar as portas, a sogra fica chata, os amigos ficam repetitivos. Por isso, conversem, mantenham a atenção na vida do outro, precisamos ficar atentos as mudanças. Tem coisa mais chata que aqueles casais mudos na mesa do restaurante? Not!

Ah, cada um sabe seus segredo de cuidar, essas são apenas dicas gerais. Seu amor pode ser do tipo que nem liga para lingerie, ele gosta mesmo é de quando você cede e pega um filme de ação para assistir com ele. Ela pode detestar “mimimis” nas mensagens, pode achar pegajoso, ela pode só querer chegar em casa e ter uma panela de brigadeiro feita porque você sabia do dia estressante dela. Conheça sua relação e seu parceiro, e está tudo certo.

Vamo beijar, minha gente!

Vai ter o dia da briga, o dia da TPM, o dia do estresse, do mal humor, da falta de paciência, do “amor, não quero te ver hoje”, também terá a desculpa do “estou com dor de cabeça”, “hoje o dia foi cheio”. Não vamos ser bobos em achar que seu amor é tão especial que não terá essa chatice comum a todos. Provavelmente, um dia, anos e anos depois, filhos crescidos, nem o Kama Sutra vai fazer mais grande coisa na vida de vocês. Acredite, um dia você nem vai querer mais praticar a atividade predileta dos casais iniciantes. Mas, aí você saberá exatamente como é o café do ser amado, quanto tempo levará o banho, quantas horas levará para escolher a roupa… Sem deixar a peteca cair, se forem espertos e idosos animados, vão investir no pilates, no tango, na atividade que lhe dá movimento. Nesses casos, o casal tem muitas chances de sobreviver a qualquer rotina. Admiro essas duplas enérgicas, espero ser assim também. Aí sim, podemos chamar de amor especial, sobrevivente, pulsante.

Envelhecer rindo da vida

Mas, mesmo com essa coisa toda sobre você já saber tudo do outro, tudo parecer perfeito e feliz, a vida também faz suas graças. Meus queridos, vocês podem até conversar um sobre o outro, mas você nunca saberá o que o ele/ela está pensando, nem sonhando, nem desejando. Não temos o poder de controlar a mente e o coração de ninguém. E você nunca saberá se esse amor vai acabar na próxima segunda-feira ou em dez anos. Você nunca saberá se de um dia pro outro ele vai preferir a moça da mesa ao lado do café, se ela vai querer sair viajando por aí sozinha e achar você mais nada na vida dela. O amor não tem garantias. Isso mantém a graça, o frio na barriga, portanto, não importa quão felizes estejam, nunca percam o medo de perder.

Então, aproveita aí o dia 12 de junho, corre para fazer aquela surpresa que você não faz há anos. E se começou agora, para descobrir como surpreender. Afinal, “não é imortal, posto que é chama, mas é infinito enquanto dura”. Obrigada, Vinicius de Morais, pelos sonetos lindos.

😉

Gabi Albuquerque

Conversa de banheiro: o adultês

maio 31, 2011 às 5:47 am | Publicado em Uncategorized | 2 Comentários
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Assunto chatinho esse hein, Gabis? Pra que falar dessa “coisa”, isso a gente esquece, simplesmente vive. Mas hoje, eu precisava falar disso, meus queridos. Seguinte, a vida, cheia de manhas, mostra logo a idade adulta cheia de uns babados complicados. Amores e desamores, trabalhos, contas, planos, cobranças e tudo mais. Gente, nem imaginamos, mas os problemas da adultês são reais como nossos pais diziam – a velha. Como sempre se salva algo, tem coisa boa também, viu? Uma delas é que a gente pode se divertir mais e sem amarras.

No meu caso tem um agravante. Às vezes eu tenho a impressão que minha mãe pariu no meio da rua, a caminho da maternidade. Tipo filme, sabe? A blogueira aqui adora o mundinho ao nosso redor, desde criança, e adora mais ainda percorrê-lo, por isso presumi já ter nascido nos caminhos. haha Junta isso a tal adultês! Faca e queijo, né?

Mas não se vive de andar no mundo, se vive de dinheiro e isso vem de trabalho. Profissionais de comunicação, neste momento dirão: há controvérsias. Deixem de ser chatos, a gente gosta dessa vidinha mais ou menos, boemia, sem tanto dindin, mas cheios de histórias pra contar. Coincidência ou não, em prol da diversão, eu e algumas amigas comunicadoras chegamos ao lema: “eu trabalho tantooo (não só com essa palavra), eu mereço sair muito”. Pois bem, o adultês me pegou, aliás nos pegou. Trabalhamos muito, se duvidar da hora que acordar a hora de deitar. A nossa mente funciona 24h em função de ideias e pautas.  – isso vale para outras profissões também, hoje em dia ninguém escapa – portanto nossa vida é meio workaholic mesmo.

Fim de semana DEVE ser assim

Como tive uma semana pesada, assim como terei esta, nem tive condições de escrever muito por aqui nos últimos dias, tinha pensado em pautas massas, todas anotadas, mas faltou tempo. Se faltou tempo pro blog, suponham  faltou para diversão! Exceto para o show de Jack Johnson, best of the best – post aqui na sexta se tudo correr bem -, não pude comparecer a nenhum outro baphon divertido, nenhum lugar pra garantir as vibrações da semana. Foi triste. Ah, não significa que ralei no fim de semana, significa que fiquei zumbi uns bons dias, incluindo hoje. Acordar cedo não pode ser divino, viu? O tempo de sobra foi utilizado para dormir, apenas isso.

Também não quer dizer que não me diverti trabalhando com uma equipe bem bacana e cheia de risadas. Mas faltou a música dançante, faltou a mesa do bar, faltou os comentários sobre o público ao redor, faltou comer besteira na volta, faltou a liberdade proporcionada pela diversão. Ficou a emoção, o arrepio, o coro, as amigas lindas em Jack Johnson, o cantor da minha vida. Ficou o sono, só queria minha cama. Faltou meu café da manhã com as bloggers no domingo. Faltou a balada com a loirinha. Entendem? Isso é o adultês. Adultar é não preferir dormir do que sair domingo à noite, é TER de fazer isso porque suas pálpebras se fecham. Pronto, amigos, se identificou? haha Sinto muito!

Então, hoje precisava desabafar. Estou morrendo de sono, minhas pernas preferem ficar quietas, minha mente não aguenta nem livro de romance açúcar, quero só meus petits gateau, um filme bonzinho, de rir, e minha cama. E depois de me recuperar com as calorias do doce, só queria mesmo um fim de semana bombante, mas está longe, Gabizinha. Está longe! Mas, sendo bem sincera, eu queria tudo isso só neste minuto sonolento, porque o que sinto é felicidade por ter escolhido a profissão certa, sem rotina porque isso já basta nos relacionamentos, né? É difícil de explicar, mas o adultês me satisfaz bastante, menos a fatura do cartão com meu nome.

Vida boa mesmo é a de Garfild, viver de lasanha e lazer hehe

Nem se preocupem, queridos, essa felicidade também vem daqui, viu? hehe Um orgulho danado desse espaço!!! É muito amor por trás desses números de cliques, né não? E com o bom adultar em prática, adoradora da reclamação, que sexta feira demorada! haha Olha aí, o happy hour é outra coisa boa do adultês. Vou nem fazer mais pros e contras, com essa a vida adulta já ganhou.

😉

Gabi Albuquerque

Conversa de banheiro: tudo tem uma primeira vez (1)

maio 23, 2011 às 8:53 am | Publicado em Uncategorized | 4 Comentários
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Convenhamos, ser mulher nunca foi lá muito fácil. O povo ensinou a gente a dramatizar, a sofrer, a ter dúvidas, a ter culpa. Portanto, antes e depois de qualquer primeira vez em qualquer ramo das nossas vidas, passaremos por um processo de martírio contínuo. Digamos que após a primeira sensação da primeirona, estamos fadadas a isso o resto da vida. O primeiro amor, a primeira briga com a amiguinha, a primeira vez saindo sozinha, primeiro beijo, o primeiro porre, primeiro dia de aula na faculdade, primeiro emprego e por ai vai (por isso este post é parte 1. haha). Mas vamos começar com uma primeira importantíssima!

A primeira menstruação acontece, entre os 11 e os 15 – na minha época né? Vale ressaltar -, e é chamada de chata e incomoda aos quatro ventos da nossa adolescência inconstante. Nem imaginávamos o valor dessa danada alguns anos depois, quando outra primeira vez ocorre nas nossas vidas. Nossas mães, num ímpeto até hoje não entendido por minha pessoa, resolvem contar a família toda sobre o ocorrido. Logo logo, avós, tias e madrinhas passam a lhe chamar de mocinha. Suas amigas, aquelas que ainda não precisam de absorventes, lhe perguntam mil coisas. Uma dor muito da inconveniente, chamada cólica, insiste em aparecer até quando você marca o cinema com os outros adolescentes. Nesta fase, sentimos ódio daquele período mensal, e no banheiro contamos as nossas best friends se usamos com abas ou sem abas e se o paquera fofo da sala olhou pra você ou não.

Alguns anos depois, vem primeiro namorado, primeiro amasso, uma certa ideia passa a permear sua cabeça. Ai o diálogo muda: “Amiga, será que eu devo?” haha. – Mulher tem mania de aprovação de amiga, essa pergunta se repete no shopping, “amiga, levo aquela roupa ou não? será que devo?”, se repete na balada, “será que devo pegar aquele cara?”, se repete na dieta, “será que devo comer esse brigadeiro?”. Ah, se você é homem e está lendo, também perguntamos se você foi aprovado, tá? Se acostume! – Normalmente, após o drama da primeira MOR, você resolve que deve mesmo. Nessa época, cólica e TPM continuam muito chatas e insuportáveis, mas passamos a recebê-las com um certo carinho todo mês. O plano mãe ainda não nos atinge, somos muito jovens, tem aquela dedicação ao trabalho e tal. Pra que filho se o mundo está lá fora tão bonito e estamos cheias de energia para conhecê-lo?

Mas aí é que tá, quem disse que seria simples? Ás vezes, nosso organismo feminino curte dá um sustinho. E mesmo você sendo uma daquelas mulheres super prevenidas, dessa primeira vez você não escapa. No dia 1, preocupação no nível qualquer coisa: “esses atrasos são um saco”. No dia 2, “ai, quando vai chegar, hein?  -Amor, atrasou, viu? Medo!”. No dia 3, “Amigaaa, já tá atrasada há três dias. Resposta: mas é normal. Três diazinhos são nada. Você aos prantos: são TRÊS DIAS, não três horas. E agora?”.  A tendência, a partir daí, é piorar, você passa a chorar sempre, imagina possíveis desejos e sintomas, pensa na sua vida a partir dali se, de fato, estiver grávida. Alguns dias depois, tudo não passou de brincadeira do destino ou algum problema de ovário. Ou não, né? Mas, vamos na fé, afinal você foi tão cuidadosa.

Esse susto é a primeira vez do mundo adulto entrando na sua vida -espero eu que você tenha pelo menos 18 anos nessas horas – e é necessário para um choque de realidade. Pode ter certeza, meus caros, algum dia, alguma amiga vai ligar, chorando, claro, e dizer: tá atrasada, o que eu faço? Ou você será essa tal amiga desesperada. A pessoa, a amiga ajudante, será bondoza e dirá: é só uma desregulada, relaxa que vem. E a vida vai seguir, como sempre segue após primeiras vezes. Uns tempos depois, normalmente, rimos da situação e fica tudo bem.

O primeiro causo é sempre sinal de começo, sempre um treino para os próximos dilemas e problemas. Nessa ondinha, ficamos maduras, cheias de história pra contar, cheias de aprendizados e cheias de sofrimentos, dúvidas, culpas, porque a primeira vez sempre existirá nos nossa existência – até os 100 anos, chegando lá. Haverá primeira ruga, primeira traição, primeira demissão, primeira perda importante, primeiro filho, primeiro neto,  primeiro medo da morte, primeiro medo da vida.

E nessas primeiradas, a gente sempre conversa:

– Preciso falar com vocês.

– O que foi amiga?

– Será que eu devo?

– Se joga.

– E se der errado? E se eu me decepcionar?

– A gente tá aqui é pra isso mesmo.

(esse diálogo se aplica a muitas situações, confessem!)

Se a gente está aqui pra isso, sendo isso viver, primeira vez é sempre bem vinda.

😉

Gabi Albuquerque

Conversa de banheiro: vamos ouvir a batida?!

maio 16, 2011 às 6:48 pm | Publicado em Uncategorized | 2 Comentários
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Quando a gente para pra pensar, antes de dormir, ou numa daquelas paradas em cafés ou sorveterias, ou até quando a vida nos obriga a isso, sempre vem junto com as palavras um som, aquela batida que marcou o momento lembrado. Às vezes a gente está no carro, por exemplo, no meio do trânsito, estressada, e começa aquela música de um dia feliz, em segundos você começa a rir. É engraçado como as canções fazem efeitos nas nossas vidas, né? Eu tive a ideia desse texto no sábado, justamente numa conversa com as amigas, não no banheiro, mas na mesa do bar. Trocentos cantores foram lembrados e associados a determinadas ações. Claro, saímos cantando e fomos o caminho inteiro assim, treinando nossos vocais. hahaha

As músicas que a gente cantou, especialmente uma delas dos Beatles, vai ficar na memória, tenho certeza. E quando ela tocar na rádio ou no youtube, vamos sorrir! Tá bom, chegou a hora de confessar: existem algumas batidas que ligamos as pessoas. Algumas vezes a gente até chora – mulher adora chorar, aff – além de lembrar. Mas vamos nos concentrar nas coisas boas. haha Tenho muitos sons ativadores de memória, quando escuto funk lembro logo de uma amiga – já andou permeando looks por aqui 😉 -, se ouço umas batidas diferentes e cheias de amor, lembro de uma outra amiga – companheira ótima para baladas e para a vida -, se o som é aquele surf music, já me vem outra a cabeça. Ah, umas bandinhas diferentonas cult, um amigo do coração. E se eu for listar todos os estilos, ia virar um post inteiro só de lembranças.

Mas como hoje é dia de conversa, proponho a gente vai fazer um exercício. Um set list da nossas vidas. Que tal? Digo, um set porque não consigo escolher uma só para minha vida toda. Você tem uma música para sua vida? Não precisa ter a letra combinadinha não, só aquele som que faz você parar qualquer coisa para ouvir. Vocês conseguem? haha Lembrei do livro Comer, rezar, amar quando Liz fala sobre a palavra da sua vida. Na nossa trajetória, temos várias palavras, claro, não tem como ter só uma. Ela mesma, no começo é uma e mais para o fim é outra. (No livro e filme, algum personagem explica a história da palavra. Se eu contar, perde a graça. Mas é mais ou menos assim, “minha palavra agora é viver”, “minha palavra agora é amar” e por ai vai. 😉 ) Acho que música também é assim, né?

Vou abrir meu coração pra vocês, faz de conta que estamos na fila quilométrica do banheiro, ou estamos apenas retocando o blush. Ou estamos no bar, comendo besteira com bons drinks. Preciso dizer que conversa de banheiro não rola só no banheiro? haha Vocês bem sabem! Meninos, se liguem nisso, parem de focar a curiosidade no banheiro. haha Aí vai meu set.

Um toque que me faz parar sempre é o do filme Bonequinha de luxo. Audrey Hepburn canta Moon River lindamente, deixando meu coração apertado. Me dá vontade de chorar toda vez, mas me controlo, haha.

Num é de coração? =)

Já Your Song de Elton John me lembra minha mãe, aí sempre fico ouvindo bem feliz. Essa coisa bem anos 80, ela me fez amar essa década ainda na infância. Quando ela ligava o som, eu acompanhava tudinho.

Elton super magrinho e com um óculos mara, como sempre.

Já que estamos no ramo familiar, se tocar U2 ou Queen lembro de painho me levando pro shopping para encontrar as amigas. haha Como já postei U2 um dia desses, vai Love of my life, por Freddie.

Essa música lembra meu pai e também aperta meu coração. 😉

Se tivesse que escolher não uma música, mas um cantor marcante na minha vida, seria Jack Johnson! Ele está comigo há uns 6 anos, quando o descobri, e passeia por tantos momentos, amigas, nem saberia escolher um. Quando a gente for ao banheiro juntas, podemos papear só sobre Jack.

Escolhi essa porque foi a primeira que ouvi na vida. É muito amor, Jack. =)

Ah e tem que ter uma brasileirinha, não posso negar as raízes. Quando quero dançar, me animar, acordar pra vida, basta uma Ivetona! Gente, Ivete Sangalo é efeito bomba em qualquer momento ruim, canta e dança até morrer que passa a tristeza.

Momento axé no Gabi Albuquerque. Sai do chão, galera! hahaha

E para minha pequena que não é mais pequena, escolho a versão de Glee – ela ama – de Don’t stop believing, originalmente de Journey. É a preferida dela.

E como sei que vocês são curiosos! A gente voltou cantando essa aí, coisa lindaaaa que não é exclusiva de apenas um sábado da minha vida, mas de muitos outros.

Por que quem não queria esse carinha cantando essa música pra você? Ahh, vai confessa! Mesmo sabendo que o danado tem a cara de pilantra, que não vai mandar as cartinhas de amor. haha

All my loving para vocês papearem por aí suas musiquinhas. Aproveita que é segunda, faz um set e vai ouvindo durante a semana, lembrando das coisas boas da vida. Por favor, sem as músicas tristes, daquelas de roer e te faz chorar pelo bofe do passado. Ninguém merece isso!

Mas, sério, vocês conseguiriam escolher uma música só? haha

😉

Gabi Albuquerque

Conversa de banheiro: tensão para matar

maio 9, 2011 às 8:36 pm | Publicado em Uncategorized | 1 Comentário
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Nem coloquei a sigla mais conhecida do universo feminino no título porque nem merece esse status todo. TPM deveria ser abolida da vida humana. Isso mesmo meninos, pensam que é fácil, é? Que a gente ama passar por essa fase para usar de desculpinha. Não é bem assim, meus caros colegas. A gente sofre, sofre muito. Eu mesmo me detesto nesse período tenebroso do mês. E neste momento, as meninas devem estar se perguntando “por que esse assunto chato na segunda, Gabi?’. haha Eu explico, preciso desabafar. Eu estava com essa tensão até semana passada e nem sabia, assim caiu a ficha: eu me transformo! Todas nós nos transformamos.

Começou com uma leve irritação, humor alterado, faltou paciência. Quando abria o guarda roupa, não me servia nada. NADA! Eu estava com muita vontade de abandonar o carro na rua quando fiquei presa mais uma vez no trânsito do Recife. Quando minha mãe me pediu algo, eu lembro de ter tido raiva e de querer sumir. Ainda bem, não houve danos a classe relacionamento, mas se algum ex estiver lendo isso agora, vai rir. Seria neste momento que se o telefone tocasse, eu iria falar todas as loucuras do mundo e depois agir como se nada tivesse acontecido. Reconheço tudo, pelo menos.

Homens em pânico? A mulher está de TPM

Algum tempo depois, fiquei quieta demais, queria passar o dia no café perto de casa tomando capuccino. Ah, vou confessar, a carência também chegou. De afeto, vale ressaltar. Nessa fase, choro muito. Fico chata com meus amigos, um deles, muito conhecedor da minha pessoa, chegou a sugerir uma possível TPM, mas neguei. Se eu soubesse que estava também nem ia dizer, viu?! Dar esse gostinho é demais, né? haha Agora, juntem, meninas, tudo isso ao tempo nublado e chuvoso desta cidade justo na semana tensa. Imaginaram minha situação? Estou dividindo aqui abertamente porque sei que é de todas.

Tristeza sem fim, pior se for domingo

Isso tudo, claro, aconteceu numa semana lotada de coisas a fazer, trabalho, blog – sim, encaro como trabalho bom, mas trabalho -, dia das mães, acordar cedo, chuvas, alagamentos e etc. Por isso, a lesa aqui nem imaginou a chance de uma bendita TPM, pensei eu: seria demais para meus dias. Até a manhã que acordei, cedo e na chuva, com cólica. Putz! Caiu minha ficha, eu estava com a porcaria da tensão para matar… Matar meu juízo, matar meus projetos, matar meus textos, matar minha coluna dolorida, matar qualquer ousado pertubador da paz, matar a lentidão, matar a fome de chocolate, matar o inchaço, matar o abuso e por ai vai. E claro, a cólica não ajudou nada a melhorar meu humor, mas a TPM em si foi indo embora neste dia lindo mesmo sem sol.

Sobrevivi e todos a minha volta também. hehe Mas, amigas, o negócio é o seguinte, não tem muito jeito. Ajuda o tal do exercício físico, alimentação saudável, menos sal, compras, choros. Só que, me conte quem consegue isso tudo sendo adulta hoje em dia? A partir dos 20 anos, as mulheres já vivem trabalhando/estagiando, estudando ou seja lá o que. Alguns dias serão do fast food e da cafeína. Exercício, não tem desculpa, três vezes na semana ajuda mesmo, já testei e não vou me desculpar, sou culpada por faltar a academia. Tentemos! Agora, se seu companheiro reclama, avisa logo o segredo: dê carinho e amor, estressar mais é quase suicídio.

Chocolate ajuda muito, esquece a caloria!

E meninos, vou usar o comentário do colunista da Marie Claire, João Antônio. Ele responde as dúvidas femininas sobre os homens na página da revista, mas acabou me dando foi uma boa forma de explicar o funcionamento das coisas. “Fugir da cama depois do sexo é a nossa TPM. Mais forte que nós.”, palavras de João. Deu pra entender né? Preciso de muitas palavras com vocês não, objetivos e práticos. Queria até ser assim na minha vida feminina. haha

Aviso, caros machos leitores, é mais forte que nós!

Estou curada por essas semanas, daqui a pouco volto a querer matar tudo de novo. Mas eu aviso antes, sempre aviso para evitar maiores problemas. Nunca se sabe!

Dica: seguir o @tpmfeelings no Twitter, ela é super divertida. E leiam nosso amigo João também, ele tem respostas ótimas para dilemas da vida de mulher. 

😉

Gabi Albuquerque

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